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Varejo: o que ficar de olho em 2020

 


 

Pouco a pouco, a crise econômica que abalou o varejo brasileiro nos últimos anos perde a força. De acordo com a projeção da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as vendas de Natal do comércio paulistano podem crescer 4,5% em média ante igual mês de 2018, quando as vendas apresentaram crescimento de 2,6%.

Neste cenário, surge também a expectativa de redução da taxa real de juros, certa retomada na confiança dos empresários e consumidores, maior acesso ao crédito e leve queda da taxa de desemprego – tudo isso tenta sustentar uma expectativa mais positivo para o varejo em 2020.

Ainda que a consolidação prevista aconteça, os fatores macroeconômicos não garantem o bom desempenho de um negócio. De tecnologias inovadoras a experiências nos canais de vendas, há muito a ser feito seja no serviço de atendimento, no pós-vendas e em muitos outros pontos de loja física ou virtual para aproveitar um novo momento no consumo.

Mais de dois milhões de varejistas são empresas de pequeno e médio porte, ou seja, pequenos empreendedores que lutam para ter acesso a recursos e tecnologias que, antes, eram exclusivos de grandes lojistas.

Na virada para 2020 fechamos uma década, que foi marcada pela popularização dos smartphones, do streaming e o avanço da realidade virtual. Será que isso se mantém? As aplicações de tecnologia no panorama brasileiro em comparação com o resto do mundo mostram que o varejo nacional ainda tem muito a evoluir.

MEIOS DE PAGAMENTO

Adotar sistemas de gestão automatizados, que permitem administrar melhor os negócios, com mais precisão em questões fundamentais, como estoque, tributos, controle de demanda é fundamental para essa dinâmica.

Os meios de pagamento, por exemplo, estão cada vez mais rápidos e inteligentes. Com o objetivo de gerar mais receitas com transações, as empresas estão criando suas próprias áreas de pagamento. Com o avanço das soluções digitais, novas opções substituírão parcelamentos com juros, crediários, boletos de papel e até mesmo o pagamento em dinheiro.

Marco Bravo, vice-presidente da ACI Worldwide, que fornece pagamentos eletrônicos para mais de cinco mil organizações em todo o mundo, diz que os exemplos de um novo cenário já estão em todo o lugar.

“Quem vai pegar um táxi hoje em dia, confere primeiro se existe bateria no celular do que se existe dinheiro na carteira. No futuro, os modelos de negócio serão ainda mais inovadores, em particular com o crescimento da Internet das Coisas a ser habilitada por tecnologias como o 5G. A relação do consumidor com o dinheiro vivo está em profunda transformação”.

PEGADA ARTESANAL

Com um mundo cada vez mais padronizado e pasteurizado, feiras de produtores locais, cervejas artesanais, peças de decoração únicas feitas à mão e outros produtos de manufatura são cada vez mais apreciados e valorizados. Essa tendência vem sendo cada vez mais popularizada - o Instagram, por exemplo, permite que pequenos artesãos e produtores possam divulgar seus produtos e serviços.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Opinion Box, 47% dos internautas já compraram um produto indicado por alguém no Instagram. Mas ela não é a única. O crescimento do uso do WhatsApp como canal de divulgação de produtos e serviços é visível. Além disso, existem muitos sites que funcionam como marketplaces para agregar diferentes produtores e comerciantes.

Estamos vivendo a era da experiência, em que o consumidor se preocupa tanto ou mais em ter uma experiência marcante com uma marca do que com o produto em si. O que isso quer dizer na prática? Quer dizer que as empresas precisam se preocupar com a experiência como um todo, desde a navegabilidade no site e o atendimento na loja até a performance do produto.

"Ainda que grandes marcas possam oferecer experiências incríveis, as pequenas marcas e os produtores locais ganham muitos pontos nos quesitos proximidade, customização e atendimento diferenciado”, diz Dani Schermann, Head de Marketing do Opinion Box.

Outro ponto que estimula a busca por produtos artesanais é que eles são um contraponto aos produtos ultraprocessados, pasteurizados e padronizados que a indústria em geral costuma oferecer. Esta tendência dos produtos artesanais tende a aumentar nos próximos anos e vai ser impulsionada também pelo uso de materiais sustentáveis, orgânicos e renováveis. A vantagem é que tanto as pequenas marcas quanto as grandes podem se beneficiar deste comportamento.

ENTREGA NO MESMO DIA

As expectativas dos clientes em relação as compras on-line e quanto ao tempo de envio estão cada vez mais exigentes - eles querem urgência. Com muitos e-commerces oferecendo entrega em até 48 horas, o senso de urgência chegou a outro patamar. O Prime Air, da Amazon, ilustra bem essa tendência ao utilizar a tecnologia dos drones para entregar pedidos dos compradores em 30 minutos ou menos e também pelo surgimento de startups de robôs de entrega.

AUTOMAÇÃO DOS PEQUENOS

A automação comercial do pequeno e médio varejo também evoluiu. Com a tecnologia cada vez mais presente nas empresas, existem muitos serviços exclusivos com soluções em nuvem, como o PDV Portátil, com a proposta de integrar todas as operações do negócio em apenas um lugar: o celular. O recurso é um ponto de venda portátil que se comunica com a solução SaaS da rede: todas as informações estão na nuvem e só é necessário ter internet para acessá-las e assim, transformar o celular em centro de todas as operações.

Por Mariana Missiaggia 23 de Dezembro de 2019 às 07:00



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