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12/12/2019

Boa Vista: recuperação de crédito sobe 1,5% em novembro

Em 12 meses, porém, o indicador ainda acumula queda de 2,8%

12 de dezembro de 2019 – O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista – registrou avanço de 1,5% em novembro contra outubro, já descontados os efeitos sazonais. Na comparação com novembro de 2018, houve aumento de 4%. No ano, porém, o indicador acumula queda de 3,2%. 

Em termos regionais, o acumulado do ano apresenta alta apenas na região Norte (1,7%). Em sentido oposto, na região Sul foi registrada a maior redução (-8%), seguida do Centro-Oeste (-3,6%), Nordeste (-2,8%) e Sudeste (-2,4%).

Na comparação mensal, contudo, apenas as regiões Sul (-3,9%) e Centro Oeste (-2,6%) registraram queda em novembro. Na comparação interanual (novembro de 2019 contra novembro de 2018), todas as regiões avançaram, com aumentos expressivos no Norte (6,6%) e no Sudeste (5,7%).

Se, por um lado, o indicador de registros de inadimplência vem apresentando queda em 12 meses, sugerindo que boa parte dos consumidores ainda estão conseguindo manter em dia o pagamento de novas dívidas, por outro lado, o indicador de recuperação também segue em queda nesta base de comparação (-2,8% em novembro), sinalizando dificuldade dos consumidores com dívidas em atraso de reequilibrarem a sua situação financeira e saírem do cadastro de inadimplentes. Entre os principais fatores por trás desta dificuldade, é possível apontar os elevados níveis de desocupação e subutilização da mão de obra e o fraco crescimento da renda.

Na comparação mensal, por sua vez, o indicador de recuperação continua avançando. Após alta em julho, o indicador recuou em agosto, mas voltou a subir nos três últimos meses, para o que ainda pode ter colaborado no mês o resgate dos recursos do FGTS, em grande parte dos casos utilizados pelos consumidores para o pagamento de dívidas atrasadas – de acordo com pesquisa da Boa Vista, 56% dos que fariam o saque do FGTS utilizariam o dinheiro para pagar as contas, sendo que 42% iriam pagar as atrasadas e 14% as contas que estavam em dia.

Favorece também o aumento da recuperação a redução das taxas de juros, que abre oportunidades aos consumidores de renegociação das dívidas atrasadas.

FONTE: Boa Vista SCPC