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Já pensou no presente que vai comprar para o Dia dos Pais?

Embora as pesquisas de intenção de compra para o Dia dos Pais (domingo, 13 de agosto) ainda não tenham sido divulgadas, já há comerciantes preparando suas lojas para a data comemorativa. 

O cenário de desemprego, endividamento das famílias e crise política segue inibindo o consumo e impacta diretamente o hábito de presentear. 

Com menos dinheiro disponível e com temores em relação ao emprego, resta saber como os consumidores estão programando suas compras. 

Na quarta-feira (17/07), as irmãs Cíntia Franco, 35 anos, secretária executiva, e Karine Bello, 38 anos, dona de casa, estavam no Centro de São Paulo em busca de ofertas de roupas de inverno.

ROUPAS MASCULINAS EM OFERTA NO CENTRO DE SP

Elas também aproveitaram a visita à região central para pesquisar opções de presente que darão ao pai. Neste ano, elas decidiram presenteá-lo juntas, já que Karine está há um ano desempregada.  

Entre a opções estão roupas e calçados. "No máximo R$ 70. Assim, fica R$ 35 para cada uma", diz Karine.

Outro desejo da dupla é fazer o pagamento à vista em dinheiro, e se possível com um desconto. 

A estratégia de Karine e Cíntia vai de encontro à avaliação da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

De acordo com o economista Marcel Domingos Solimeo, os itens de uso pessoal devem surgir no topo da lista de preferências dos clientes.

Além disso, para Solimeo a maior parte das compras deverá ser feita à vista para evitar endividamento.

Diferentemente do que normalmente ocorre no Dia das Mães, a média do valor gasto com o dia dos pais deve ser inferior a R$ 150, de acordo com o economista.

"Certamente, será mais um ano de lembrancinhas. Não se trata de uma data com tradição em produtos para o lar, que costumam ser mais caros", diz.    

Everton Correia, superintendente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), diz estar um pouco mais otimista por conta do avanço de 1% no PIB do primeiro semestre e pela leve alta na geração de empregos em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa da CNDL é que as vendas registrem um crescimento entre 0,5% e 1% - bem acima das quedas de 7% e 11%, em 2016 e 2015, respectivamente.  

Já para o e-commerce, Correia aponta uma previsão de crescimento de 15% devido à facilidade e preços mais atraentes, especialmente para os eletrônicos.

CLIMA

Faltando menos de um mês para a data, o subgerente Felipe Gomes Leite, 22 anos, está preocupado com as baixas temperaturas que o inverno deste ano tem apresentado.

LEITE QUER VER O FRIO LONGE DE SP

Como funcionário de uma loja de calçados no centro de São Paulo, ele já aprendeu que frio e loja de calçadão não combinam.

Ocorre que os clientes associam o frio à chuva, e então o comércio de rua sai perdendo.

Endereços como a rua Direita, na Sé, onde a loja em que Leite trabalha está localizada são muito procurados pelos consumidores nesta época do ano para pesquisa de preços.

Caso os termômetros subam, Leite aposta em um aumento de até 10% nas vendas - muito acima da média que o varejo registrou no Dia das Mães e Dia dos Namorados, de 1,6% e 2,6%, respectivamente, de acordo com a Boa Vista SCPC. 

No geral, a expectativa dos economistas é de que os consumidores gastem um pouco menos do que nas datas anteriores.

Davi Bertoncello, presidente da Hello Research, agência especializada em pesquisa de mercado, recorda que nos últimos três anos os pais praticamente ficaram sem presentes, de acordo com os balanços divulgados sobre a data.

Por isso, Bertoncello diz acreditar que a ordem do brasileiro é presentear economizando. Neste contexto, ele destaca que cresce a importância das lojas de rua (por serem mais populares), em detrimento das lojas de shopping.

Das categorias que vão se destacar, ele prevê que moda e acessórios puxarão a fila, seguidas por beleza e perfumaria. Também será a vez das chamadas lembrancinhas, como livros, DVDs e chocolates de até R$ 50.

Para presentes de maior valor, como os eletrônicos, a tendência também é de leve alta, de acordo com Bertoncello.

Mas ele sinaliza que o consumidor já se acostumou a comprar este tipo de item em outras datas, como o Natal e a Black Friday, que já faz parte do repertório massivo do consumidor brasileiro há ao menos dois anos.

"Caberá aos lojistas entender este novo cenário e se adequar".

A economista Nilza Siqueira, coordenadora da UNG Universidade, também diz não esperar um aquecimento nas vendas para a data.

Para Nilza,a queda da inflação é o único fator que, possivelmente, pode animar os consumidores.

Mesmo assim, com o desemprego em alta, o nível de endividamento das famílias e o fim do rotativo, que deixou muitos consumidores em alerta, devem fazer com que os pais recebam no máximo uma lembrancinha. 

"Descontos e facilidades no pagamento, certamente, serão um diferencial na escolha dos presentes", diz.

Fonte: Diário do Comércio



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