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Com juros nas alturas, famílias tentam diminuir as dívidas

 

As taxas de juros do crédito para o consumidor continuam subindo e dificultando a vida de quem tenta reduzir a participação das dívidas no orçamento doméstico. Um estudo que considera seis linhas de crédito para pessoas físicas, feito pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), mostra que entre março e abril a taxa média anual subiu para 150,42%, uma alta de 62,45 pontos percentuais. 

Segundo a Anefac, a rolagem do débito pelo cartão de créditocontinua sendo o tipo de financiamento mais caro, alcançando 435,58% ao ano. A taxa mensal subiu 9,37% (em março) para 15,01% (em abril).

A segunda modalidade mais onerosa para o consumidor é o cheque especial, que aumentou de 7,72% ao mês (em março) para 11,46% ao mês (em abril), atingindo 267,64% ao ano. No comércio, o índice aumentou de 4% ao mês para 5,82% ao mês, o que ao ano representa 97,16%.

Se a opção for recorrer ao empréstimo pessoal em financeiras, o consumidor irá pagar 8,41% ao mês de correção sobre o valor tomado ante uma taxa de 6,88%, em março. Essa variação equivale a uma taxa anual de 163,53%. Já o empréstimo nos bancos passou de 2,91% ao mês para 4,64% ao mês com taxa ao ano de 72,33%.

O acesso com o menor custo é ao Crédito Direto ao Consumidor (CDC), mas que, igualmente, ficou mais caro ao subir de 1,52% ao mês para 2,35% ao mês, o que resulta em 32,15% ao ano.

A Anefac observa que o Banco Central corrigiu a taxa básica de juros (Selic), que praticamente dobrou no período de março de 2013 a abril de 2016, subindo de 7,25% ao ano para 14,25% ao ano. No mesmo período, a taxa de juros média para pessoa física aumentou de 87,97% ao ano para 150,42% ao ano.

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS

A proporção de famílias da capital paulista endividadas em abril foi de 51,1%, 0,5 ponto percentual menor do que o registrado em março, segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). 

Em relação a abril do ano passado, houve aumento de 2,2 pontos percentuais. Em números absolutos, a quantidade de famílias endividadas passou de 1,979 milhão em março para 1,962 milhão em abril. Na comparação com o mesmo mês de 2015, houve aumento de 207 mil famílias com dívidas.

 “Apesar do esforço das famílias paulistanas para ajustar o orçamento em decorrência da crise, a inflação elevada e o aumento do desemprego contribuíram para a elevação anual do endividamento entre as famílias de menor renda, que historicamente já são as mais endividadas”, disse, em nota, a entidade.

Em abril, a proporção de endividados entre as famílias com renda inferior a dez salários-mínimos foi de 54,4%, alta de 0,2 ponto percentual em relação a março, e de 3,6 p.p. na comparação com abril de 2015. Nas famílias que recebem mais de dez salários, a parcela de endividados foi de 41,7%, queda de 2,5 p.p. ante março e de 1,8 p.p. em relação a abril do ano passado.

Segundo a Fecomercio, o cartão de crédito, o principal meio de financiamento das famílias, permanece sendo o vilão do endividamento, responsável por 73,6% das dívidas das famílias em abril. Na sequência, estão financiamento de carro (16%), carnês (14,2%), crédito pessoal (11,7%), financiamento imobiliário (12%) e cheque especial (10,2%).

“Com a alta dos preços e a queda da renda, as famílias recorrem cada vez mais a linhas de crédito emergenciais na tentativa de ganhar um fôlego no orçamento. Entretanto, são exatamente as modalidades que apresentam as maiores taxas de juros, o que pode levar à desorganização das finanças pessoais e aumentar o risco de inadimplência”, informou a entidade.

Fonte: Diário do Comércio



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