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64% dos brasileiros não conseguem poupar

Se em época de vacas gordas o brasileiro já não era um poupador habitual, e vivia com o orçamento no limite para pagar as contas no fim do mês, agora está ainda mais pressionado. 

Com o aumento do desemprego e da inflação, a chance de constituir alguma reserva para enfrentar períodos de recessão econômica, como o atual, diminuiu consideravelmente. 

Para ter uma ideia, a inflação percebida pelas famílias de baixa renda - que recebem ao mês de 1 a 2,5 salários mínimos -  acumulou alta de 10,40% em 12 meses até setembro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Mesmo quem tinha o hábito de poupar está usando a reserva para pagar as contas do dia a dia. Esse comportamento já apareceu no resultado da caderneta de poupança, que teve resgates superiores às aplicações em R$ 50 bilhões no acumulado do ano até agosto. 

Além disso, quem ainda consegue guardar dinheiro reduziu as cifras poupadas.

BRASILEIROS SEM COLCHÃO 

Leandro Pilati, de 37 anos, deixou no último ano de fazer depósitos semestrais extras no plano de previdência privada porque sentiu no bolso o peso da inflação nas despesas habituais.

 "Estou gastando de 10% a 15% a mais no supermercado. Também a renovação do seguro do carro ficou mais caro. Por isso, estou guardando menos dinheiro", afirma Pilati.  

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Apesar do corte, todo mês ele ainda consegue colocar 5% da sua renda na poupança. Pilati, que reduziu as cifras guardadas, mas não deixou de poupar, representa uma fatia menor da população.

Pesquisa feita no início do ano pelo SPC Brasil, empresa especializada em informações econômicas e financeiras, revelou que apenas 36% dos brasileiros poupam e 64% não conseguem guardar dinheiro.

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Mais da metade dos entrevistados utiliza o recurso para quitar dívidas, viajar, pagar impostos de início de ano entre outras despesas. O restante não poupa, pois não tem recursos para isso.

No mês passado, uma nova pesquisa nacional, feita pelo SPC Brasil, mostrou um quadro pior. Apenas 9% dos entrevistados que estavam no limite de sua capacidade financeira conseguiram guardar algum dinheiro, 40% fecharam o mês no zero a zero e 32% tinham dívidas em aberto no fim do mês.

"O brasileiro é um cidadão que não tem colchão", afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, se referindo à dificuldade crescente para poupar. "Apenas 5% da população brasileira tem seguro de vida, 25% plano de saúde e 30% da frota de automóveis em circulação é segurada.”

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O aperto no orçamento, que reduz as condições para poupar, não é de hoje. Em janeiro, mais de um quarto da população (28%) informou que não conseguiu poupar nada em 2014 e 44% dos entrevistados conseguiram guardar, no máximo, R$ 500 ao longo de 2014 inteiro.

"O brasileiro poupa pouco porque a sua renda é baixa. Agora, com a renda nominal caindo, o pouco que ele tem guardado está indo embora para pagar contas", afirma Flávio Calife, economista da Boa Vista SCPC, empresa especializada em informações financeiras.

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Ele observa que não existem dados objetivos que indiquem que o saque da caderneta de poupança esteja sendo direcionado para a conta corrente, a fim de quitar os compromissos do dia a dia.

Mas como a caderneta de poupança é o investimento mais popular e voltado para quem tem poucos recursos para aplicar, esse é um forte indício de que as retiradas sejam para cobrir as contas do mês.


RISCO

Em momentos de crise como o atual, a falta de colchão financeiro amplia o risco de inadimplência. Em janeiro, 14% dos entrevistados pelo SPC Brasil acreditavam que não conseguiriam manter o padrão de vida nem por um mês em caso de alguma dificuldade e 48% achavam que poderiam mantê-lo por, no máximo, seis meses.

"Isso é extremamente preocupante num cenário em que a taxa de desemprego é galopante", diz Pellizzaro.



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